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A Bruxa

por Norma, em 28.10.10

 

 

 

 

                                      

 

Oi Bruxa, e o teu chapéu, o vento o levou pro espaço.

Ainda arde o fogaréu que te queimou cada traço?

O preto escrito no branco que levastes para o ar

Até hoje é um atravanco difícil de destrinchar.

 

A moranga, tua companheira, ainda guarda a tua verdade,

A passou pra pimenteira, no calor da intensidade ..

A tua mistura de cores, escondidas sob teu preto,

Saneavam várias dores em muito torto esqueleto.

 

Na real, a tua história, que não se sabe de fato,

Foi parar lá na escória, e a comeu o porco do mato.

E assim cruzaram-se as mãos, cada qual levando um pouco,

Judeus fazem-se cristãos e a farinha dá biscoito.

 

Os teus chapéus todos usam, somente para brincar,

Mas ao poder se recusam, nem ousam algum vôo alçar.

E lá no espaço vagueias sorrindo com teu desdém,

A vassoura desfez teias, mas a história foi além.

Erica Stockmann

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publicado às 14:32

Coruja e Aboboras Para Decupage

por Norma, em 24.10.10

 

 

 

 

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publicado às 14:57

Bruxas Para Decupage

por Norma, em 24.10.10

 

 

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publicado às 14:53

SONETO ANTIGO

por Norma, em 15.10.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.

 

                                           Cecília Meireles

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publicado às 20:47

PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

por Norma, em 13.10.10


 

 

 

 

 

 

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.

                                              Cecília Meireles

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publicado às 09:13


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