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A vida e a Roda

por Norma, em 30.07.10

 

   

 

 

 

 

A vida e a Roda

 

A vida é como uma imensa roda

Sempre dando voltas e mais voltas

Primeiro é a roda cantada da infância

Muitas vezes abençoada outras nem tanto 

Depois a roda da juventude

Aparece com mais fervor a roda da fortuna

Vira sobe desce numa taça ora de ouro ora de prata

Mas gira louca quase insensata

Vai acalmando seus giros principalmente se for enlaçada 

Passa o tempo continua no seu giro e já não tão encantada

Desencanta, encanta continua a girar.

Até que para por completo, cessa seu giro sem mais nada.

Até que vira arco-íris  numa meia roda airada colorida,

Em nuvens ou nada...

 

                                             Norma de Almeida Dutra

 

 

 

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publicado às 16:22

Planeta Água

por Norma, em 29.07.10

 

 

 

 

 

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...

                 (Guilherme Arantes)

 

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publicado às 02:38

Vintage para Decupage

por Norma, em 26.07.10

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publicado às 14:26

O Sábio e a Borboleta

por Norma, em 25.07.10

  

 

Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.
Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.
Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.
Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.
Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que 

O sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!
- O que você vai fazer? - perguntou a outra menina.
- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos. Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.
Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.
Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la.
Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.
A menina aproximou-se e perguntou:

 Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você... ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém porque algo deu errado.
O insucesso é apenas uma oportunidade de começar novamente com mais inteligência.
Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não.
Nossa vida está em nossas mãos --- como uma borboleta azul.
Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós; não deixe ninguém interferir nisso.
Nunca !!!

 

 

 

 

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publicado às 15:57

Perdi um Brinquedo

por Norma, em 23.07.10

 

 

 

Perdi um brinquedo que me acompanhou em minha infância... Mas ganhei a lembrança do amor de quem me presenteou!

Perdi meus privilégios e fantasias de menino... Mas ganhei a oportunidade de crescer e viver livremente!

Perdi muita gente que amei e que me amou e que ainda amo… Mas ganhei o carinho e o exemplo de suas vidas!

Muitas vezes e muitas Perdi coisas em minha vida.  Porém junto a este “perder” hoje tento o valor de “ganhar”.  Porque sempre podemos lutar pelo que amamos e porque sempre há tempo para recomeçar!

 Perdi momentos únicos da vida porque chorava em vez de sorrir… Mas descobri que para colher amor tem que plantá-lo!

Não importa em que momento da vida cansastes. Mais importante é que sempre é possível e necessário recomeçar.

Recomeçar é dar-se uma nova chance, é renovar as esperanças na vida e, mais ainda, acreditar em ti mesmo!

Sofrestes muito neste período?...   Foi aprendizagem.

Chorastes muito?... Foi limpeza da alma.

Odiastes?... Foi para poder perdoar.

Sentistes solidão em alguns momentos?

... Foi porque fechastes à porta

Pensastes que tudo estava perdido?... Foi simplesmente o início de tua melhora.

Sentes solidão?... Se olhares ao redor verá muita gente esperando mais de ti!Recomeçar.

Hoje é um excelente dia para iniciar um novo projeto de vida.  Onde queres chegar? Olha para o alto, sonha alto, deseja o melhor, anseia o bem e o bom, pois a vida nos traz o que desejamos!

Pensando pequeno; o pequeno virá.  Se pensarmos firmemente o melhor, o positivo e lutamos por alcançá-lo; o melhor virá para nossa vida!

Hoje é o dia da grande limpeza mental. Tira tudo que te prende ao passado e que te machuca. Joga fora toda a impureza, limpa teu coração, prepara-te para uma nova vida, e para um novo amor se estás só; nós somos apaixonados, somos capazes de amar muitas vezes, porque somos a manifestação do amor!

A vida te chama, te convidando para uma nova aventura, outra viagem, um novo desafio.  Dedica este dia a ti mesmo e farás todo o possível para alcançar teus objetivos.  Confia na vida, confia em ti!  Nem todos têm este privilégio.

 

Desconheço o autor.Se alguém souber avise-me.

Abraços.

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publicado às 20:46

Todas as Vidas

por Norma, em 20.07.10

 

 

 

 

 

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro,
Ogã, pai-de-santo...

 Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

 

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira. 
 

Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem recheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

 

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca grossa,
de chinelinha,
e filharada.

 

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
- Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.

 

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.

 

Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera das obscuras.

 

 

 

                               Cora Coralina

 

 

 

 

 

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publicado às 01:09

Omar Khayyam.

por Norma, em 15.07.10

 

 

 

 

Rubaiyat

 

Volte em minha voz a métrica do Persa

A recordar que o tempo é a diversa

Trama de sonhos ávidos que somos

E que o secreto Sonhador dispersa.

 

Volte a afirmar que é a cinza, o fogo,

A carne, o pó, o rio, a fugitiva

Imagem de tua vida e de minha vida

Que lentamente se nos vai de logo.

 

Volte a afirmar o árduo monumento

Que constrói a soberba é como o vento

Que passa, e que à luz inconcebível

De Quem perdura, um século é momento.

 

Volte a advertir que o rouxinol de ouro

Canta unicamente no sonoro

Ápice da noite e que os astros

Avaros não prodigam seu tesouro.

 

Volte a lua ao verso que tua mão

Escreve como torna no temporão

Azul a teu jardim. A mesma lua

Desse jardim há de te buscar em vão.

 

Sejam sob a lua das ternas

Tardes teu humilde exemplo as cisternas,

Em cujo espelho de água se repetem

Umas poucas imagens eternas.

 

Que a lua do Persa e os incertos

Ouros dos crepúsculos desertos

Voltem. Hoje é ontem. És os outros

Cujo rosto é o pó. És os mortos.

 

 

Omar Khayyam.

 

A tradução de Edward Fitzgerald é contestada por Omar Ali-Shah em Rubaiyyat, El poema original del místico Sufi, Ediciones Dervish International, Buenos Aires, 1989.

2 Borges, como que evocando musas, reencontra a métrica do Persa e nos conta a forma e a essência dos rubaiyat de

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publicado às 14:35

POEMA CELTA Jamais permita...

por Norma, em 11.07.10

 

 

                                                           Norma A.Dutra

 


   Jamais permita que algum homem a escravize: você nasceu livre para amar,
e não para ser escrava.

Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor.

Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?
  Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará
você sorrir!
  Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado.

Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?
  Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo
tendo prometido!
  Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo
nome você sequer sabe!
  Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá
tempo para você!
  Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos.

O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permita que paixões desenfreadas transportem você de um mundo real para outro que nunca existiu!
  Jamais permita que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar
um grande pesadelo!
  Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!
  Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai!
  Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse
nascido inválida!

Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!
  Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive
fugindo de você!
  Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
  E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser
MULHER!!!

 

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publicado às 21:10

Anoitecer

por Norma, em 09.07.10

www.wicca

 

 

 

A luz desmaia num fulgor d’aurora,
Diz-nos adeus religiosamente

E eu, que n
ão creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui
outrora 

 

Não sei o que em mim ri, o que em mim chora
Tenho b
ênçãos d’amor pra toda a gente!
Como eu sou pequenina e t
ão dolente
No amargo infinito desta hora!

 

Horas tristes que são o meu rosário
Ó minha cruz de tão pesado lenho!
Meu
áspero e intérmino Calvário!

 

E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que n
ão tenho
Sonhos que s
ão os sonhos dos que eu tive 

 

Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:02

Poema ao acaso

por Norma, em 05.07.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E por vezes as noites duram meses

 

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos

E por vezes encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

 

                                  David Mourão Ferreira

 

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publicado às 20:23

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