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Sonetos Florbela Espanca

por Norma, em 30.05.10

Amar

 

Amar Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: aqui…além…

mais este e aquele, o outro e toda a gente..

Amar! Amar! E não amar ninguém!

 

Recordar? Esquecer? Indiferente!

Prender ou desprender?

É mal? É bem?

Quem disse que se pode amar alguém

durante a vida inteira é porque mente.

 

Há uma primavera em cada vida:

 é preciso cantá-la assim florida, pois se

Deus nos deu voz foi prá cantar

 

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada

que seja minha noite uma alvorada,

que me saiba perder…prá me encontrar…

 

Florbela Espanca   1894 1930

 

 

 

 

O Nosso Mundo

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos

Como um divino vinho de Falerno! Poisando em ti o meu amor eterno

Como poisam as folhas sobre os lagos…

 

Os meus sonhos agora são mais vagos…

O teu olhar em mim, hoje, é mais terno… E a Vida já não é o rubro inferno

Todo fantasmas tristes e pressagos!

 

A vida, meu Amor, quer vivê-la!

Na mesma taça erguida em tuas mãos,

Bocas unidas hemos de bebê-la!

 

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?…

Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?…

O mundo, Amor?… As nossas bocas juntas!…

 

Florbela Espanca -

Livro de Soror Saudade

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publicado às 00:24

Minha amiga Célia.

por Norma, em 28.05.10

    Um sapimho para CéCé.

 

Se existe alguém otimista é ela.

Se existe alguém que confia é ela.

Se existe alguém de fé é ela.

É sempre uma felicidade receber seus emails

com mensagens de fé esperança e otimismo.

Me orgulho por nossa amizade.

Parabéns Celinha,por suas mensagens!

E por ser a pessoa que és

 

http://celiamensagens.blogspot.com.

 

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publicado às 20:34

Soneto de Florbela Espanca.

por Norma, em 28.05.10

Florbela Espanca.

 

 

 

NEURASTENIA

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!
Um sino dobra em mim Ave-Marias!
Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias,
Faz na vidraça rendas de Veneza...

O vento desgrenhado chora e reza
Por alma dos que estão nas agonias!
E flocos de neve, aves brancas, frias,
Batem as asas pela Natureza...

Chuva...tenho tristeza! Mas porquê?!
Vento...tenho saudades! Mas de quê?!
Ó neve que destino triste o nosso!

Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso !!...

Florbela Espanca

 

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publicado às 00:41

Apenas Um Verso dos Rubayat

por Norma, em 26.05.10

 

 

Noite, silêncio, folhas imóveis;
imóvel o meu pensamento.
Onde estás, tu que me ofereceste a taça?
Hoje caiu a primeira pétala.
Eu sei, uma rosa não murcha
perto de quem tu agora sacias a sede;
mas sentes a falta do prazer que eu soube te dar,
e que te fez desfalecer.
 
Acorda... e olha como o sol em seu regresso
vai apagando as estrelas do campo da noite;
do mesmo modo ele vai desvanecer
as grandes luzes da soberba torre do Sultão.


 Omar Khayyam
Tradução da tradação da tradução Rubem Braga.

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publicado às 21:54


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