Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


...

por Norma, em 24.01.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:45

Livros Gratis

por Norma, em 29.12.13

 

 

 

Baixar livros gratis?

Editar livros gratis?

Gosta de ler, escreveu um livro e procura editor 

Neste site     http://www.liibook.com 

você pode fazer isso de uma forma fácil e rapida e gratis

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:27

Clarice Lispector

por Norma, em 29.12.13


 

Sejamos Alegres

Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer — e respondo a toda essa infâmia com — exatamente isto que vai agora ficar escrito — e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A minha única salvação é a alegria. Uma alegria atonal dentro do it essencial. Não faz sentido? Pois tem que fazer. Porque é cruel demais saber que a vida é única e que não temos como garantia senão a fé em trevas — porque é cruel demais, então respondo com a pureza de uma alegria indomável. Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou — apesar de tudo oh apesar de tudo — estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta. Amor impessoal, amor it, é alegria: mesmo o amor que não dá certo, mesmo o amor que termina. E a minha própria morte e a dos que amamos tem que ser alegre, não sei ainda como, mas tem que ser. Viver é isto: a alegria do it. E conformar-me não como vencida mas num allegro com brio. 

 Da obra Água Viva

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:08

Cecília Meireles

por Norma, em 29.12.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cecília Meireles

Canção do Amor-Perfeito 

 

Eu vi o raio de sol 
beijar o outono. 
Eu vi na mão dos adeuses 
o anel de ouro. 
Não quero dizer o dia. 
Não posso dizer o dono. 

Eu vi bandeiras abertas 
sobre o mar largo 
e ouvi cantar as sereias. 
Longe, num barco, 
deixei meus olhos alegres, 
trouxe meu sorriso amargo. 

Bem no regaço da lua, 
já não padeço. 
Ai, seja como quiseres, 
Amor-Perfeito, 
gostaria que ficasses, 
mas, se fores, não te esqueço. 
Da obra Retrato Natural

 

 

 

 

 

 

 

Personagem

Teu nome é quase indiferente 
e nem teu rosto já me inquieta. 
A arte de amar é exactamente 
a de se ser poeta. 

Para pensar em ti, me basta 
o próprio amor que por ti sinto: 
és a ideia, serena e casta, 
nutrida do enigma do instinto. 

O lugar da tua presença 
é um deserto, entre variedades: 
mas nesse deserto é que pensa 
o olhar de todas as saudades. 

Meus sonhos viajam rumos tristes 
e, no seu profundo universo, 
tu, sem forma e sem nome, existes, 
silêncio , obscuro, disperso. 

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome, 
teu coração, tua existência, 
tudo - o espaço evita e consome: 
e eu só conheço a tua ausência. 

Eu só conheço o que não vejo. 
E, nesse abismo do meu sonho, 
alheia a todo outro desejo, 
me decomponho e recomponho. 

Cecília Meireles Da obra, Viagem

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:06

Omar Khayyam

por Norma, em 22.02.13

 




 


Muitas dúvidas e comentários surgem, quando escrevemos algo sobre 

os Rubaiyt .

Uma obra que durante séculos sofreu inúmeras traduções e versões pessoais

por todo o mundo, inclusive a de Luiz Carlos Borges 

 

No seguinte

Link  http://en.wikipedia.org/wiki/Rubaiyat_of_Omar_Khayyam


podemos encontrar comentários e muitos esclarecimentos sobre esta

obra de rara beleza da poesia persa

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:45

Eu Sou Aquela Mulher

por Norma, em 23.01.13

 

 Poesia de poetas do Brasil

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:47

Mulher de Fibra

por Norma, em 28.12.12

 

 

 

Todas as Vidas

Cora Coralina

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro,
Ogã, pai-de-santo...

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.

Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem recheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
- Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera das obscuras.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:32

Baden Powell

por Norma, em 06.10.12

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:32

De minha amiga Ana Santos

por Norma, em 28.08.12

 

 

 

Um anjo sem asas

Havia um anjo sem asas no meu quarto.

Suas asas caíram numa queda e eu as guardei.

Pendurado na porta do armário, ele olhava
fixamente em direção à janela.
O que via este anjo? Olhava os passarinhos e deles sentia
inveja? Ouvia as andorinhas pousadas no parapeito
a descansar das revoadas em bando?
Não suportando sua angústia (ou minha?)
colei suas asas com superbonder. E perguntei:
e agora anjo?
Esperava um dia, tendo deixado a janela aberta,
me dar conta que o anjo ao ouvir o canto da sabiá,
e não podendo se conter tivesse se lançado ao céu.
E implorava:
Voe anjo,realize seu destino!

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:57

Lenda Cherokee

por Norma, em 23.04.12

 

 

 

 

Há muito, muito tempo, as árvores e os animais eram capazes de falar uns com os outros. Viviam juntos e partilhavam muitas coisas. Mas todos os anos, quando o tempo frio vinha, os pássaros tinham de voar para sul, de onde regressavam apenas na Primavera quando a estação quente voltava. Certa vez, quando a estação fria se aproximava o Pardal feriu-se. Não tinha força suficiente para voar e a sua família teve de partir sem ele. Como estava ferido, tinha de arranjar um bom abrigo para passar o Inverno. Por isso decidiu pedir ajuda às árvores. Aproximou-se do Carvalho: "Oh Carvalho, estou ferido e não posso voar. A estação fria aproxima-se e se eu não encontrar refúgio antes, certamente não sobreviverei. Por favor, abriga-me entre as tuas folhas e galhos durante o tempo frio". Mas o Carvalho, um velho mal-humorado, não gostou da ideia de ter um hóspede durante o tempo frio, e respondeu-lhe: "Procura outro lugar. Não quero passar o Inverno contigo.”

O pobre Pardal, desconsolado, foi então ter com o Ácer e pediu: "Ácer, estou ferido e não posso voar para as terras quentes com a minha família. Por favor, abriga-me entre as tuas folhas e galhos durante o tempo frio, ou certamente morrerei.

 

O Ácer, apesar de ser uma árvore muito doce, não gostou da ideia de passar o Inverno com ele e também recusou ajudá-lo. Novamente se afastou o Pardal muito triste. Às outras árvores repetiu o seu pedido mas, uma a uma, todas recusaram. Olhando em volta, já só faltava pedir ao Pinheiro.

Sem esperança, mas não querendo desistir, dirigiu-se ao Pinheiro: "Pinheiro, estou ferido, e não posso voar para sul, para as terras quentes. Se não encontrar abrigo antes do tempo frio, vou certamente morrer... Por favor deixa-me abrigar entre as tuas folhas e ramos durante o tempo frio!"

O coração do Pinheiro ouviu o Pardal: "As minha folhas são minúsculas, meras agulhas… Não tenho tantos ramos como as outras árvores... mas o que tenho, de bom grado partilharei contigo". E assim, o Pardal passou o Inverno com o Pinheiro.
Quando regressou a Primavera, os pássaros voltaram. O Pardal, já curado, voou para cumprimentar a sua família.

 

 

O Criador, que assistira a tudo, convocou então um grande conselho de Árvores e disse-lhes: "Vós, a quem foi dado tanto... que tinham tanto… nada partilharam com o pobre Pardal. Por isso, a partir deste dia, quando o tempo estiver frio, as vossas folhas murcharão, morrerão e serão levadas pelo vento."

Depois virou-se para o Pinheiro: "Pinheiro, tu, que tinhas menos para oferecer, deste tanto e comoveste-me. Quando o frio chegar, as tuas folhas não cairão e permanecerão verdes em todas as estações do ano como reconhecimento pelo teu nobre gesto."
E é por isso que, até hoje, quando o tempo frio chega à terra, as folhas murcham, morrem e são sopradas pelo vento ... excepto as do pinheiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:17


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Links

Politica de Privacidade

Poemas

Cartões (Como fazer)

Clipart