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Clarisse Lispector e sua Joias Escritas

por Norma, em 16.09.10

 

 

 

 

 

 

Não  tenho  tempo  para  mais  nada...

Ser  feliz  me  consome  muito.

 

Sou  como  você  me  vê.

Posso ser leve como uma brisa ou forte como  uma ventania:

depende de quando e como você me vê passar.

 

Eu  acreditava  em  anjos.

E,  porque  acreditava,  eles  existiam.

 

Perder-se  também  é  caminho

 

Já  que  se  há  de  escrever,  que,  pelo  menos, não  se

esmaguem  -com  palavras-  as  entrelinhas.

 

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.

Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

 

Não  se  preocupe  em  entender.

Viver  ultrapassa  qualquer  entendimento.

 

Todos  os  dias,  quando  acordo,  vou  correndo

tirar  a  poeira  da  palavra  “amor”.

 

Há  a  vida  que  é  para  ser  intensamente  vivida.

 

Há o amor, que tem que ser vivido até a última gota.

Sem  nenhum  medo.  Não  mata.

 

Sempre  conserve  uma aspa  à  sua  esquerda e  outra  à sua  direita.

 

Que  medo  alegre  o  de  te  esperar!

 

Tenho medo de dizer quem sou: no momento em que tento

falar, não  exprimo o  que sinto  e o que sinto se  transforma,

lentamente,  no  que  eu  digo.

 

Quando se ama, não é preciso entender o que se passa lá

fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.

 

Eu  nem  entendo  mais  aquilo  que  entendo.

Pois, estou infinitamente maior do que eu mesma...

então, não me alcanço.

 

Ouve-me.  Ouve  o  meu  silêncio.

 

O que falo nunca é o que falo e, sim, outra coisa.

Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso.

 

 

Você pode, até, me empurrar de um penhasco..

E  daí? Eu  adoro  voar!

 

E  ninguém  é  eu.  E  ninguém  é  você.

Esta  é  a  solidão.

E  ninguém  é  eu.  E  ninguém  é  você.

Esta  é  a  solidão.

 

Minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

 

O  que  verdadeiramente  somos

é aquilo que o impossível cria em nós.

 

Sou composta por urgências:

minhas alegrias são intensas,

minhas  tristezas,  absolutas.

Me  entupo  de  ausências,

me  esvazio  de  excessos.

Eu  não  caibo  no  estreito...

Eu  só  vivo  nos  extremos...

 

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publicado às 16:14



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